quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Previdência no Brasil: Alguns dados


Acima, temos um quadro dos benefícios pagos pela previdência divulgado no Boletim Estatístico da previdência de agosto/2016 no site: http://www.previdencia.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/beps16.08.xls .

A conclusão rápida é que o déficit de 130 bilhões acumulado em 12 meses é insustentável, portanto, urge a reforma da previdência.  Ledo engano !  Mais do que rápida, a conclusão é precipitada!

Primeiro, parte significativa deste déficit provém da previdência rural, cujo custo nos últimos 12 meses foi de R$ 97 bilhões, beneficiando diretamente 9,5 milhões de pessoas.  Cada pessoa, recebeu em média R$ 863 por mês, incluindo 13o salário.

Agora,por exagero, imaginemos o seguinte: para resolver o problema vamos extinguir o benefício à estas pessoas, cuja maioria jamais contribui para a previdência.  Pronto.  O déficit quase desapareceu. E agora? Do que estas pessoas viveriam?  Ora, elas passariam a ser beneficiárias de outros programas, tais quais o bolsa família.  Assim, a solução fácil se transformou em apenas numa transferência de rubrica e a redução efetiva do gasto seria mínima.

A propósito da transferência de rubrica, os benefícios aos trabalhadores rurais deveriam, sim, sair da rubrica da previdência para o orçamento da União, pela simples razão que a contabilização deles no orçamento da previdência é incorreto, já que eles já são, de fato, um benefício social determinado pela constituição e não resultante da contribuição destes trabalhadores ou de seus empregadores à previdência.

Ao fazer o ajuste contábil, poder-se-á (mesóclise em homenagem ao nosso presidente) ter uma imagem melhor do "problema da previdência", não mais de R$ 130 bi, mas de apenas R$ 33 bilhões. É com base neste número reduzido é que se deve pensar.  Sempre lembrando que, a extinção de certos benefícios poderá gerar maior demanda por assistência social, reduzindo o impacto no resultado primário no governo.  Vamos voltar à este assunto!


Para pensar !!



Nenhum comentário:

Postar um comentário